terça-feira, 4 de fevereiro de 2025

Programa Latitude - 31/01

 Programa Latitude - 31/01

Sejam bem-vindos a mais uma edição do Latitude, trazendo o melhor do rock independente e underground para você! Hoje temos uma seleção especial de artistas que exploram diferentes estilos e sonoridades, passando pelo metal, punk, indie e experimental. Vamos conferir as bandas e músicas da noite:

🎵 01-ATMO5PHERE-5 - Oriental Fragments Abrimos o programa com essa viagem sonora, misturando elementos orientais com atmosferas eletrônicas e experimentais.

🎵 The Fods - Don’t Argue O The Fods chega com sua pegada intensa e cheia de atitude. Um som direto e sem rodeios!

🎵 MetalDog - I Hate You Peso e agressividade marcam essa faixa explosiva do MetalDog. Para os fãs de um som mais visceral!

🎵 El Kintano y La Venerea - Mundo Ácido Punk rock de primeira, com letras afiadas e uma energia crua que não deixa pedra sobre pedra.

🎵 Goldilocks - In the Shadows Uma pegada mais sombria e melancólica, trazendo melodias envolventes e uma atmosfera introspectiva.

🎵 Small Town Politics - The Devil Makes Work Com influências do punk e do indie rock, essa banda entrega um som dinâmico e cheio de energia.

🎵 The Haptics - Ghost Indie rock com um toque misterioso e uma produção refinada. Um som que conquista logo nos primeiros acordes.

🎵 The Metal Byrds - Because O hard rock contagiante do The Metal Byrds não poderia ficar de fora. Riffs marcantes e vocais poderosos!

🎵 The SPLIT - Son Of New Ages Fechamos com chave de ouro com The SPLIT, trazendo um rock alternativo intenso e cativante.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2025

Desafios para a Esquerda na América Latina: Conflitos, Crises e Resistência Conservadora

A política na América Latina tem sido marcada por desafios significativos para os líderes progressistas da região.

Na Colômbia, o presidente Gustavo Petro entrou em confronto direto com o -presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ao recusar a entrada de um voo com imigrantes colombianos deportados. No entanto, Petro foi forçado a ceder após a imposição de uma tarifa de 25% sobre produtos colombianos. Além disso, internamente, o presidente – que é ex-integrante das FARC – enfrenta um grave conflito na fronteira com a Venezuela, onde rebeldes do ELN e dissidentes das FARC continuam atuando.

No Chile, o governo de Gabriel Boric, eleito após uma disputa acirrada contra a extrema-direita, encontra dificuldades para implementar seu programa de governo. A proposta de uma nova Constituição, que buscava substituir a carta herdada da ditadura de Augusto Pinochet, também enfrenta obstáculos, refletindo as divisões políticas no país.

Já em Honduras, a presidente Xiomara Castro se vê envolvida em um escândalo de corrupção, o que enfraquece sua governabilidade e abala sua popularidade.

Na Bolívia, o presidente Luis Arce lida com uma crise política prolongada, agravada pela influência contínua do ex-presidente Evo Morales, que mantém grande influência sobre setores do partido governista e busca retomar o poder.

No Brasil, o presidente Lula enfrenta uma oposição forte no Congresso, tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado, onde setores conservadores dificultam a aprovação de medidas governamentais.

Diante desse cenário, a América Latina vive um momento de grande tensão política, com governos progressistas enfrentando resistência e dificuldades de implementação de suas agendas diante do fortalecimento de forças conservadoras.


quarta-feira, 29 de janeiro de 2025

Brasil lidera assassinatos de pessoas trans e não binárias em 2024

122 pessoas trans, negras, pobres e nordestinas foram assassinadas no Brasil em 2024. Nosso país é o que mais mata no mundo pessoas cuja identidade de gênero não se encaixa no binário masculino e feminino.


 

Por Que Escolho a CBN 79.1 FM?

Minha rádio favorita é a CBN 79.1 FM na frequência estendida. Infelizmente, muitos rádios não sintonizam essa frequência. Na CBN, há muitos podcasts com entrevistas, além de aulas de português e conteúdos sobre o mundo, abordando atualidades, política, economia e cultura



A Importância Estratégica e Econômica do Golfo do México


No seu discurso de posse, o presidente Donald Trump anunciou que os Estados Unidos passariam a se referir ao “Golfo da América” em vez do “Golfo do México”. Em seguida, assinou uma ordem executiva formalizando a mudança dentro do território norte-americano. Essa decisão foi justificada pela importância estratégica do Golfo, uma das regiões marítimas mais relevantes do mundo.

O Golfo do México é uma vasta área marítima cercada por terras da América do Norte e da América Central. Com aproximadamente 1.550.000 km², é considerado o maior golfo do mundo e destaca-se por seu subsolo rico em petróleo.

golfo do México


Essa região conecta-se ao Oceano Atlântico pelo Estreito da Flórida e ao Mar do Caribe pelo Canal de Yucatán. Além disso, diversos rios importantes da América do Norte deságuam em sua costa, contribuindo para a formação de habitats naturais e praias populares entre turistas.

A relevância econômica do Golfo é enorme, especialmente devido à exploração de petróleo. Ele abriga uma das principais áreas de extração offshore do mundo, sendo responsável por uma parcela significativa da produção de petróleo e gás natural dos Estados Unidos e desempenhando um papel fundamental na economia mexicana.


Brasileiros Estão Vendendo a Íris dos Olhos – Vale a Pena?

 Uma nova medida para "dinheiro fácil" tem viralizado entre os brasileiros: a venda de íris. Sim, por mais bizarro que isso possa parecer, diversos casos de brasileiros que deixaram uma empresa escanear a íris de seus olhos têm sido notados nas redes sociais.

A prática, promovida por empresas como a Worldcoin, promete recompensar os participantes com criptomoedas em troca da coleta de seus dados biométricos. Segundo os idealizadores, a tecnologia ajudaria a criar uma identidade digital única e segura, diferenciando humanos de inteligências artificiais. No entanto, especialistas alertam para os riscos envolvidos: uma vez coletados, esses dados podem ser armazenados, vendidos ou usados de formas que os usuários desconhecem.

Além das preocupações com privacidade, há também questões éticas e legais. Afinal, até que ponto é seguro entregar informações tão sensíveis em troca de pequenas quantias? O debate sobre a venda de dados biométricos ainda está em andamento, mas uma coisa é certa: a promessa de dinheiro fácil pode ter consequências que vão muito além do que se imagina.

terça-feira, 28 de janeiro de 2025

IA Chinesa DeepSeek Explode em Popularidade, Mas Sofre Restrições

Desde ontem, houve uma quantidade muito grande de pessoas baixando a IA chinesa DeepSeek, que se tornou um dos aplicativos mais populares do momento. O serviço gratuito, sem limite de interações, já está disponível em português e em outros 68 idiomas.



No entanto, as autoridades estão começando a restringir o acesso e o uso da DeepSeek, possivelmente por preocupações com segurança e regulamentação. O rápido crescimento da IA chinesa também levanta debates sobre privacidade e concorrência com outras tecnologias, como o ChatGPT.


Raízes e Asas: A Jornada de uma Mulher entre Giruá e o Mundo

Gostei do livro logo de início, por dois motivos principais: a cidade natal da autora, Giruá, e a típica família de classe média retratada.

Primeiro, sobre Giruá, me chamou a atenção porque foi a cidade de uma namorada que tive há muito tempo. Giruá está localizada a mais de 400 km de Porto Alegre, na região noroeste do estado, num ponto elevado do relevo, a 400 metros do planalto. Com uma população de quase 20 mil habitantes e uma densidade demográfica de 18 habitantes por quilômetro quadrado, o município se apresenta como bem desenvolvido, com uma renda per capita de 48 mil reais.

Já quanto à família, é uma típica família de classe média, composta por quatro pessoas, sendo a figura masculina a central. O que realmente me chamou a atenção, porém, foi a mãe da autora. Para a época, ela parecia ter uma postura feminista, como evidenciado pelo trecho onde ela comprava roupas para a gestação do irmão, optando por cores como amarelo, verde e branco, escolhidas para ambos os sexos (p.14). Isso é algo bastante interessante, pois reflete a formação da personalidade da autora, que cresceu em um ambiente saudável e feminista – algo não muito comum naquela época, considerando as dificuldades da criação dos filhos.

Giruá é uma cidade com status de nível “C” na rede urbana, dependendo de Santo Ângelo para serviços, especialmente no setor terciário da economia. O pai da autora era agricultor, e na região onde ele morava, predominava a agricultura familiar, com a família recebendo crédito público para plantação. Me identifiquei com o pai dela, principalmente em sua ingenuidade. Isso me lembrou uma experiência pessoal: na época da faculdade, um professor me ajudou muito durante meu estágio, através de encontros em que compartilhávamos nossas experiências pessoais. Esses momentos me permitiram refletir sobre como me preocupava mais com os outros do que comigo mesmo, além de gastar quase todo o meu dinheiro com as aulas e pouco investir em mim.

No capítulo seguinte, o que me chamou a atenção foi a relação entre mãe e filha, que me fez lembrar do livro “As Irmãs” de Danielle Steel, onde uma personagem sofre um acidente de carro. Percebo que a personalidade da mãe se reflete fortemente na filha – duas mulheres empoderadas para a época, quando não havia a disseminação dos smartphones. Senti falta de algumas referências temporais, como o ano do acidente e da primeira aula. Seria interessante se o livro tivesse uma linha do tempo no final, para situar melhor o leitor.

No final do capítulo (p.23), a história termina de forma um pouco abrupta. Eu esperava um pouco mais de desenvolvimento ali.

Nos capítulos 5 e 6, senti que a lista de experiências (p.48) não teve muito sentido. Uma linha do tempo ou rodapé explicando essas experiências teria sido interessante. Também achei que faltou uma narração mais detalhada sobre o curso de pré-vestibular e as histórias dos alunos ali. Esses dois capítulos pareceram um pouco soltos e poderiam ser reposicionados no final do livro, talvez reorganizando os capítulos da seguinte forma: Capítulo 1 - “Meus sonhos”; Capítulo 2 - “Diário de uma professora”; Capítulo 3 em diante, com os países e suas respectivas histórias.

Uma sugestão importante seria a inclusão de mapas no livro. Pelo menos dois seriam úteis: um no capítulo 2, mostrando o estado do Rio Grande do Sul, com a localização de Giruá, Passo Fundo, Horizontina, Três de Maio, Santo Ângelo e Porto Alegre; e outro no início do capítulo 3, com um mapa-múndi mostrando a localização dos 25 países mencionados.


segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Geografia, Gênero e Poder: Repensando as Dinâmicas da Identidade nos Espaços Corporativos

A construção da identidade de gênero é um processo dinâmico e contextual, moldado por fatores sociais, culturais e históricos. Como observado por Mark K. Jurenbe, essa configuração está profundamente vinculada ao lugar e aos valores que o espaço representa, seja na esfera privada ou pública. Contudo, ao analisarmos essa relação em um contexto mais amplo, como o espaço corporativo, as questões de gênero se tornam ainda mais evidentes, frequentemente reforçando desigualdades e estereótipos.

Recentemente, Mark Zuckerberg, CEO da Meta, fez uma declaração polêmica ao afirmar que as empresas norte-americanas precisam de mais “energia masculina”. A fala, que muitos interpretaram como um movimento para se aproximar de figuras como Donald Trump, reacendeu o debate sobre como os papéis de gênero são reforçados e moldados nos espaços de poder e decisão. Essa declaração não é apenas uma reflexão de uma visão de mundo específica, mas também ilustra como os líderes corporativos influenciam a percepção do que é valorizado nos ambientes profissionais.

Ao promover a ideia de "energia masculina" como um elemento necessário na cultura corporativa, Zuckerberg reforça uma visão tradicional e limitada de gênero que associa masculinidade a características como agressividade, competitividade e tomada de risco. Essa narrativa não apenas exclui perspectivas diversas, mas também limita a possibilidade de uma identidade corporativa mais inclusiva, que valorize qualidades tradicionalmente associadas a outros gêneros, como empatia e colaboração.

Assim como em Juchitán, Oaxaca, onde a identidade de gênero e o espaço estão profundamente entrelaçados, o espaço corporativo também é um ambiente onde as definições de masculinidade e feminilidade são constantemente negociadas e reafirmadas. Nos dois casos, os valores atribuídos aos espaços refletem a dinâmica de poder em jogo. Em Juchitán, esses valores podem ser vistos nas interações entre o público e o privado; já no mundo corporativo, eles se manifestam na hierarquia de lideranças, na distribuição de oportunidades e na cultura organizacional.

No entanto, é importante destacar que, assim como a identidade de gênero é fluida e mutável, os espaços corporativos também têm potencial para mudança. Repensar o que significa sucesso, liderança e energia em uma organização pode abrir caminho para uma cultura mais equilibrada e inclusiva. Essa transformação exige que líderes não apenas reconheçam, mas também desafiem as estruturas de poder e os valores que historicamente definiram o que é aceitável ou desejável no ambiente de trabalho.

Zuckerberg, ao chamar por mais "energia masculina", ignorou a complexidade das relações de gênero nos espaços corporativos e perpetuou uma visão que limita tanto as pessoas quanto as organizações. Em vez de reforçar estereótipos, é essencial que líderes considerem como o contexto cultural, histórico e social influencia as dinâmicas de poder e as relações de gênero em seus espaços. Assim, é possível construir um ambiente onde todas as identidades possam contribuir plenamente para a vivência e transformação dos lugares.

Acesse o artigo aqui 

A Energia Masculina: Mito Viril e Ideais Fascistas



A ideia de uma "energia masculina" como algo intrinsecamente positivo, mas ao mesmo tempo agressivo e séria por natureza, carrega em si características que podem ser associadas a discursos fascistas. Essa visão promove a crença de que existiu, em algum momento, uma masculinidade "verdadeira", um ideal utópico que deve ser resgatado.

Essa narrativa não só surpreende como também pode desorientar pessoas, ao sugerir que uma suposta masculinidade "autêntica" é a base necessária para mudar a sociedade. No entanto, ao se basear em uma construção mítica, esse discurso ignora as complexidades e diversidades das experiências humanas, além de reforçar estereótipos opressivos.

A ideia de uma masculinidade idealizada pode ser perigosa porque propaga modelos de comportamento rígidos e excludentes. É uma perspectiva que visa homogeneizar, ignorando as transformações e adaptações naturais das relações humanas ao longo da história. Mais do que isso, ela assume um tom nostálgico e conservador que busca resistir às mudanças sociais em curso, tentando impor um retorno ao passado, em vez de fomentar diálogos sobre o presente e o futuro.

Desconstruir essa noção é essencial para uma sociedade mais igualitária, que valorize não apenas as diferenças de gênero, mas também a liberdade de cada indivíduo de se expressar e existir fora das amarras de ideais limitantes.

Crédito

Sou formado em História e em Geografia, com a conclusão do curso de Geografia em 2018. Minha trajetória docente começou em 2002, quando fui chamado pela Secretaria de Educação para atuar como contratado na rede estadual, lecionando em cursos pré-vestibulares. Em 2005, fui aprovado em concurso público, mas, apesar disso, permaneci com contrato. Desde então, atuei em diversas disciplinas, mas atualmente minha atuação está focada em Geografia, no Ensino Fundamental.